Enfim, me vejo em queda, meu corpo sente a gravidade, mas minha mente flutua, meus olhos se fecham e finalmente entendo: o caos é paz.
Quase dava para sentir a minha própria existência, dolorosa, maravilhosa, terrível e ainda apaixonante…
Como se eu estivesse dentro de mim e ao mesmo tempo me vendo a quilômetros de distância, o corpo se perdendo na escuridão do abismo umido e frio enquanto a alma encontra no calor, seu próprio íntimo. No momento mais confuso, clareza, na dor, entendimento.
Ali estava tudo, e nada, sem pensar, sem sentir, entendendo como cada sentimento me tornou quem sempre fui, mas quem não quero mais ser.
E enquanto meu corpo despenca em si, meus olhos se abriram para o que podemos chamar de: novidade.